Sentimental, o garoto diz ao desconhecido no balcão que não pode mais viver assim. Perplexo no tédio de sua dor,não entende a demora em desvencilhar-se desses nós. Queria sim, ser feliz, como ela. Os nós, ele os teceu com cuidado. Para cada um, feitiço mental, simpatia de amor eterno, mais uma etapa cumprida, e ele, um pouco mais contente, ainda não sabia, que até mesmo sua adorável confecção, era finita.
Até que um dia todos os nós estavam atados. Mas o resultado, um lindo regalo, era para ele. Só. Pois até o prazer de entregá-lo, jamais passaria, de palpite imaginário. E não seria também tudo aquilo que lhe disse, ele pensa. Arrastando-se com um penar tão triste sozinho, quer unhas que arranhem sua dor. O desconhecido finge interesse, gosta de sofredores. Agrada-lhe saber que alguém agora chora, vai entender. Após um trago no cigarro, e um gole na bebida alheia, ele resolve lhe falar - rapaz, não achas que já é demais? Sua princesa, jogou seus nós na areia. E o mar levou e engoliu tudo. História de amor que termina, só tem um final. Vai dizer que nao sabia? Onde esteve você esse tempo todo? engoliu açúcar demais na infancia, ficou bobo e eslouquiçado. Sim, admite o rapaz, agora vivo na Calle Amargura.
Devaneios e afins.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário