Todas as pétalas de rosa, os laços de cetim, as gaivotas do pôr-do-sol do nosso lirismo descabido meu amor, são retalhos de um mistério que nos escapa,vendados os nossos olhos. Saudade, é mola de delírio. Veja como todas as nossas tolas fantasias afloram nessa estação de morte, nesse silêncio de inverno que chega em mim como um eco do sul, distância, que se dissolve quando, com uma simples expressão, sua imagem preenche todos os meus motivos. Todos. É a música que não quer calar.
O sorriso a menos no dia de hoje.
É preciso escolher não sofrer.
É a coisa mais sã que poderia ser feita de olhos obstruídos pelo horizonte que não nos alcança. De braços cansados de não se abraçar.
Devaneios e afins.
domingo, 26 de julho de 2009
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