Devaneios e afins.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Plaza de Armas




Alvorada de cargas nas costas, baja! baja! baja! Vira ali, diz o senhor uma esquina que se vira é uma porta que se abre. A Plaza é de Armas mas só há cruzes em volta. Terror que treme os ossos da gente que chega e imagina por onde começo a olhar, cavocar entre as ruelazinhas uma senhora Magda,enviada do além no caminho pedregoso.
A gente não demorou a perceber: os incas dormem nas pedras e jamais poderão matá-los. Ainda assim com cruzes mataram-nos todos.


Conversa de um

Na esquina do olho uma espera qualquer palavra que seja ,você quer. Não digo. Por que sempre tem que ter opinião e emendar um banal rompante do silêncio, laço, que talvez seja o único e que atiramos. No rebuliço de um papo furado contento-me com a voz alheia, eco no silêncio do fim de tarde. Não há tempo aí fora não, enganaram-nos.
É só uma noite que cai

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Em aula

Desconcentro em transe no berreiro
de uns periquitos, escapamentos,
moleques e sabiás - penso
como são belos os passarinhos!
e aí é que tudo se perde em meu pensar
A tarde termino pendurada
em janelas através de uma janela
Os livros e as letras e os senhores percebem
e reprovam: olha menina você
anda muito distraída
Digo que não
o barulho
Precisava de um café
mas as olheiras