Toda tarde é uma roda
a gente fica sentadinho feito escola
os blocos de páginas devidamente aprovados
em seus tons de branco e preto a desfazer
anseios que, quem sabe, talvez,
a jornada vai levar
No caminho o senhorzinho se deixou
para trás, pelo argonauta,
descoberta de amor
Em mente estendo a imagem
ao que vejo pelo círculo de tais
rostos dos quais tenho pouco mais que um olhar e
ainda assim, na tarde inóspita
abre-se uma varanda cor-de-rosa
e deixa entrar aquele vento lá da Oceania
um sopro de mistério que põe você
bobo a reconhecer um quê de seu na face do outro
seja isso satisfação
seja isso o fim de um eu
Devaneios e afins.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
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