Quanto mais penso
dispenso
teu sorriso
enrijece
tua juventude,
envelhece
Essas mesmas escadas
escalas frouxo enquanto eu
pendente em cada degrau me vejo
na corda bamba da lembrança
no desequilíbrio ali
parado no tempo
e eu não desejo
Passei e passaste
como areia no relógio
Sim, deve haver coisa
melhor que passar a tarde e as noites cimentando
mais rostos nas mesmas paredes
que nem são mais da mesma cor
nem mesmo os meus amigos
são mais da mesma cor
e todas aquelas canções que eu te cantei
desaprendi
Eu, que sou tão afeita a sonhos
Devaneios e afins.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
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