Quanta gente bonita. Posso sentir o cheiro do bolso recheado. Ou não, a diferença. Vontade de ser alguém que se vê. Perceba. O que há de real nesse tudo vazio. É carnaval e eu nunca gostei tanto desse cavalo babão.
Uma tristeza de olhar e não ver nada além de óculos escuros, tatuagens coloridas, cabelos recortados com tesoura de criança, pés, que jamais pisaram na merda. Essa, só se inventa. Somos todos muito inteligentes por isso não nos falta imaginação. Que luxo.
"I kissed a girl and I liked it"
"Pagar a diferença e mais 10% da tarifa de atendimento"
"Os mais legais fazem Ciências Sociais"
"Isso é apenas uma demonstração"
"Dá muita fome passear pela feira do agronegócio?"
"Vocês viram que um menino do curso foi assassinado?"
"Eu preciso de dinheiro"
Não consigo lembrar onde foi que comecei a perder a paciência. Enquanto isso me falam que eu fico bem de verde, que cabelos curtos combinam melhor com meu lindo rosto, que acabei com a vida de uma pessoa, que eu deveria me preocupar com bens porque o amor acaba, que Bourdieu é o cara, que tal lugar é ótimo para levar amantes, e o pior, o pior de tudo que eu ouvi, foi um gentil "fique à vontade", fique à vontade? Só pode estar tirando com a minha cara.
Devaneios e afins.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
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