
Desse jeito fica, de bom grado fadada, a uma só vocação. Bela e graciosa, a frágil perninha em passé. Eternamente a mesma música, roda, e roda de novo, e de novo, para sempre passé sobre o mesmo reflexo no espelho.
Olha lá a calcinha dela.
Dá para tirar ela daí, por favor? Dá. Também dá para fechar a tampa. Ah, você quer só ouvir. Mas essa música, meio chata né. Se preocupa não, logo acaba a corda.
Oh, que lindinha!
Coitada, sozinha.
É belezinha, vê se se atenta, que desse jeito não lhe restará outra condição fora o tédio de uma bailarina da caixinha de música.
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