Devaneios e afins.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Amor em festa

Cara de malandro. Sorriso sempre a postos. Cara de pau, propôs-me entrar na fila. Dei risada. A preferencial, é sua, meu bem. Amigo, segura que eu te seguro. E a gente só segurava cerveja e cigarros. Chamavam-nos belo casal, e a gente ria, nem éramos casal. Ainda. E você, que nem gosta de Beatles. Teve que ir sunshine. Eu também não gosto de pedras. Quase criei raízes, quando vi que eram quilômetros delas. Mas você não saiu do meu lado, e quase caiu comigo dentro daquele buraco. Depois do mangue que vi. Podia casar com você naquele exato momento. É por isso que tenho essa cara de boba setecentos e trinta dias depois. Nunca mais saiu de mim aquela expressão. Virou parte.

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